
Depois de um incrível painel no Hall H da SDCC25, estivemos na coletiva de imprensa de Daryl Dixon a convite da AMC Networks – e é claro que vamos dividir todos os detalhes deste bate-papo inesquecível aqui!
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Entrando na terceira temporada, o que vocês podem nos dizer sobre essa evolução contínua de ambiente que vem acontecendo na série?
Norman: Ah, você quer dizer o novo país em que estaremos? Chegamos a uma cidade na Espanha, e vamos encontrar um cenário meio medieval… Um de nós está meio relutante em entrar nesta situação e só quer ir embora, e o outro acaba convencendo o primeiro a ficar. É assim que a gente se envolve nesse drama, que, claro, terá outros desdobramentos.
Temos umas perguntas meio recorrentes nas temporadas 3 e 4, na linha de: o que estamos fazendo? É assim que vamos viver nossas vidas? Quanto tempo ainda temos? Estamos vivendo do jeito certo? Isso acaba se desdobrando em temas de amor, felicidade, e também no oposto.
Na última temporada, vocês fizeram um esforço muito bem-sucedido de representar a cultura francesa. O que vocês estão fazendo agora para representar a Espanha?
David: Desde o começo da terceira temporada, fizemos o mesmo que na França. Nos perguntamos: de um ponto de vista dramático, o que é único, interessante e atraente sobre a Espanha? E como podemos representar isso pelo prisma do apocalipse?
Esse foi nosso ponto de partida como redatores para contar a história. Pensamos: o que é legal sobre a Espanha? O que é único, que você não consegue encontrar nos EUA quando está filmando na Georgia, e que não encontra na França, nem em New York? Quais são essas coisas, e como podemos usá-las para contar nossa história e a experiência dos nossos personagens? Acho que esse é sempre o ponto de partida, e é parte da razão pela qual o processo é tão divertido para nós. São lugares que tem muitas coisas diferentes, e partimos das ideias que essas coisas nos dão.
Na França, tivemos dois redatores franceses como parte do time e, na Espanha, temos dois espanhóis. Eles nos ajudam a manter a veracidade. Eles dizem: isso é besteira, isso é clichê, isso é verdade. Ou nos mostram algo novo, que pode não ser de conhecimento dos turistas, mas que pode ser interessante para contar a história.
Tem algo particular sobre a Espanha que vocês tiveram que incluir?
David: Sim, algumas coisas. Temos vários elementos da história da realeza espanhola que entraram na temporada de alguma forma.
Tem um tipo de festival que vocês verão nos episódios 2 e 3, que foi derivado das tradições espanholas e dos festivais verdadeiros que você vê em pequenas cidades. E é muito legal, foi tudo muito bem feito.
É seguro assumir que, para as próximas temporadas, a história seguirá com Daryl e Carol fazendo seu caminho pela Europa até conseguirem retornar aos EUA?
Norman: Acabamos de anunciar: a quarta temporada será a nossa última.
David: Acabamos de começar a gravar a temporada 4, e a temporada 3 é a que ainda será exibida. Elas serão, de certo modo, o ponto culminante da aventura europeia desses dois personagens. Vai ter um tom de conclusão, mas não é necessariamente o final da história…. porque temos vários tipos de lugares que esses personagens podem ir, e várias outras histórias de The Walking Dead. Isso é bem interessante, e é possível que aconteça.
Scott: E a quarta temporada terá 8 episódios.
David: Isso. É a maior temporada que vamos fazer, e começamos a filmar há apenas 3 semanas. Temos uma continuidade da história da temporada 3, mas também iniciamos uma nova história, o que nos dá muitas oportunidades. Temos 15 episódios no total para contar a história do Daryl e da Carol na Espanha.
Melissa e Norman, agora, vocês estão atuando como produtores executivos. Isso muda a forma como vocês protegem estes personagens, ou a forma com que os interpretam?
Norman: Sempre protegi estes personagens. Acho que nós dois colocamos muito trabalho neles e, como os compreendemos, sempre quisemos protegê-los. E acho que tem que ser assim! É um set de gravação muito colaborativo, e um writers’ room muito colaborativo também. Mas tem algumas coisas sobre estes personagens que, talvez, a gente entenda um pouquinho melhor.
Claro que é legal sair do comum e tentar novas coisas, ao invés de só repetir o que já fizemos. Acho que isso dá espaço para esses personagens crescerem e seguirem em frente, e não só repetir o que já fizeram nos anos anteriores.
Melissa: Sempre paro para pensar um pouquinho, porque eu conecto estes dois personagens a quem eles eram no primeiro show deste universo. E, às vezes, acho que tenho que mantê-los com os mesmos comportamentos, esse tipo de coisa… Mas o que tem sido ótimo de atuar como produtora executiva é que você se envolve em partes do show que não acompanhava antes. Cenas editadas, cenas de outros personagens, coisas assim.
Norman: Também vemos as notas dos redatores, o que é interessante.
Melissa: É mesmo. É uma pena que você só tenha acesso a isso quando é produtor executivo.
Essa é uma pergunta um pouco diferente: vocês já estão com estes personagens há quase 15 anos. Se pudessem escolher uma música para representar a jornada deles, seja a jornada da Carol, a do Daryl ou a dos dois juntos, qual música escolheriam?
Norman: Sabe que estávamos falando sobre isso outro dia? (canta um pedaço de Behind Blue Eyes, do Limp Bizkit). Meu motorista estava tocando essa música e eu falei, caramba… essa é a nossa música. Tem muito dela.
Tínhamos várias músicas que tocávamos lá na Georgia, na época que começamos a falar em fazer o spin-off… e tem uma música muito boa no trailer também, uma versão espanhola.
Temos inspiração dos filmes “spaghetti western”, muitos filmados na Espanha na década de 1960?
Greg: Sim, um pouco. O pôster da temporada foi inspirado nisso. Na nossa conversa inicial, pensamos em filmes western e no que é divertido sobre eles. Acho que isso teve um impacto importante no show sim.
David: Estamos falando de uma história de estrangeiros em uma cidade de fronteira, que se transforma em uma missão de resgate. Esses são elementos clássicos de grandes filmes de western.
Quando decidimos que íamos pra Espanha, sentamos para assistir um monte de filmes do Sergio Leone, e outros que foram filmados no país. E pensamos: como isso pode influenciar nossa história? Porque estamos na mesma geografia, no mesmo ambiente que esses filmes foram feitos. E eu acho que combina com o apocalipse, com o mundo de The Walking Dead. Assim, imaginamos esses elementos como parte da história, da mesma forma que consideramos filmes da segunda guerra mundial na storyline da França.
Scott: Temos um episódio incrivelmente fiel aos spaghetti westerns.
David: Sim, o episódio 5. O Jason (redator) e eu sentamos para olhar as histórias do Sergio Leone e imaginamos uma história que ele não tenha conseguido fazer. Esse é o episódio 5, mas com zumbis. É um episódio incrível, que tem uma vibe de deserto, de poeira. Vocês vão ver, é muito bom. É um dos episódios mais interessantes que já fizemos, e é bem diferente.
Scott: Quer dizer, já fizemos centenas de episódios, mas esse se destaca. Não temos nenhum como ele.
Bacana, né? Aguardem que, em breve, a segunda parte desta entrevista será publicada aqui no TWDBR!
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