Review da série – 02×07 – Pretty Much Dead Already

Sabendo do hiatus que haveria no meio da temporada, os produtores trataram de fazer um episódio cheio de tensão e com um final chocante para que nossa espera pela retomada fosse ainda mais cheia de ansiedade. Me acompanhem no review do sétimo episódio desta segunda temporada que foi transmitido ontem na AMC e irá ao ar amanhã às 22hrs, na FOX!

Agora que chegamos na metade da temporada, posso dizer que The Walking Dead tem cumprido o seu papel no que se propôs a fazer, porém, com algumas ressalvas: Dos sete episódios exibidos até agora, posso contar dois deles como Fillers (por nós chamados graciosamente de enche-linguiça), um deles completamente sem propósito e os outros quatro deveras interessantes e que trouxeram algo de realmente importante à trama. Tudo o que foi exibido até agora poderia facilmente ser condensado em quatro episódios sem perder em nada, pelo contrário, ganharíamos em agilidade e teríamos uma trama muito mais consistente sem se tornar maçante.

Vejo muitas pessoas dizendo que essa temporada está mais fraca que a primeira, no que eu discordo solenemente. A primeira temporada não teve um grande defeito que a maioria das séries tem: uma temporada completa de doze ou treze episódios. Sim, defeito, pois com menos episódios, os roteiristas tem que rebolar no giro da lambada para fazer caber em um número menor de capítulos tudo o que é necessário para um arco dramático ser consistente, enquanto que em uma série com um número maior de episódios a ser exibidos, por vezes tem que encher um pouco a trama com coisas desnecessárias, até mesmo para não parecer que tudo acontece de uma vez, para trazer um pouco de fôlego a cada apogeu dramático, mas as vezes o tiro sai pela culatra e ficamos aborrecidos.

 

Pretty Much Dead Already é o exemplo de episódio que os produtores/roteiristas deveriam ter como base para a série. Com um ritmo empolgante que acompanhou todas as subtramas de forma envolvente, este episódio esteve longe de ser maçante, e encheção de linguiça foi algo que também passou a jardas de distância. Até mesmo alguns acontecimentos que consideramos desnecessários (o zumbi no poço, que apesar de gostar de todo o gore envolvido, não havia servido de nada até então), foi aproveitado, como na conversa que Glenn tem com Maggie, onde ficou claro que aquela experiência serviu para mostrar alguma evolução para o personagem. O uso dos walkers foi perfeitamente pensado, começando por aqueles que estavam presos no lodo do lago, como aqueles que estavam no celeiro. Enquanto os primeiros seriam a maneira de Rick provar para Hershel que é confiável e que o seu pessoal iria seguir suas ordens; os outros foram a faísca do pavio daquela bomba chamada Shane.

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E agora abro um pequeno parênteses pois ando lendo por aí uma coisa que vem me incomodando bastante. Vejo muitas pessoas dizendo que a série não tem zumbis o suficiente, reclamando que passam episódios inteiros pra no máximo um deles aparecer. Para estas pessoas eu digo: parem de acompanhar a série. The Walking Dead tem esse nome, não porque temos “mortos andantes” por aí comendo carne humana, os tais mortos andantes são os protagonistas da trama, os sobreviventes, que não deixam de ser pessoas já mortas, mas que insistem em continuar vagando por aí em um mundo sem esperança. E é o drama deles que interessa, o que eles farão para sobreviver e até onde são capazes de chegar para manterem-se vivos. Os zumbis são somente o fator complicante da situação, e poderiam ser substituídos por ET’s, vampiros ou qualquer outra raça e/ou criatura com o poder de tornar o mundo suficientemente apocalípitco, com a diferença que os zumbis são mais legais e OWNAM! =P

Após escrever muito sobre coisas que “não interessam”, agora eu vou falar sobre aquilo que deixou todo mundo com o queixo no chão, mas primeiro tenho que extravasar com uma palavra que, creio eu, acompanhou todo mundo ao final do episódio: CARALHO!!!!

Pronto, acho que a palavra aí em cima deixa bem claro a maneira que eu fiquei quando as letras dos créditos finais apareceram (e creio que todo mundo também ficou assim): embasbacado. Mesmo com o spoiler que o Rafael publicou aqui no site, eu ainda tinha alguma esperança de que no fim das contas o desaparecimento da Sophia pudesse ter um final feliz, mas não estamos falando de Glee, e sim de The Walking Dead. E se alguma coisa pode dar mal, ela vai dar péssimo. Fico triste pela personagem que ainda está viva até hoje nas HQ’s (e o que vai ter de mimimi das pessoas dizendo que a série está fugindo do original “não está no gibi”! Sério que vocês ainda estão nessa? Grow up!), mas fico contente em ver como os roteiristas realmente estão avançando com todos os limites possíveis e impossíveis, o que me levou a pensar: esses caras tem bolas. Fiquei MUITO feliz com a ousadia deles em matar essa personagem e continuar nos provando que ninguém está a salvo e ainda nos trazer a clara mensagem de que mesmo quem leu toda a HQ ainda será surpreendido.

E agora é esperar até Fevereiro para ver quais serão as consequências dos acontecimentos desse episódio fantástico.

Não vai ser fácil!

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Por Átila Rithiery (aka @tiul)

Átila Rithiery

A zombie is an animated corpse resurrected by mystical means, scientific or infectious agents.

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